quarta-feira, 30 de novembro de 2011

O que buscar?


"Porque o que me acha acha a vida e alcança favor do Senhor." Provérbios 8: 35

Este texto de provérbios fala da sabedoria mas o contexto dele também nos fala de uma pessoa. É possível percebermos que aponta para uma pessoa. Muita gente procura muitas coisas na vida, mas uma grande verdade é que poucos sabem o que querem achar. Alguns dizem: quando eu encontrar eu paro. Mas quando indagados: Encontrar o que? Respondem: Num sei. Perdem tempo na vida procurando, buscando. Tempo que é preciosíssimo. Sabe porque? Porque cada giro do ponteiro do relógio, não volta nunca mais, passou. Não tem como recuperar. E nessa busca muitos tentam achar o melhor emprego, o melhor salário, a melhor profissão, outros o melhor casamento, a melhor família, os melhores amigos, as melhores oportunidades na vida... Tá certo! Mas tem algo ou alguém que é muito mais que tudo isso e que quando encontramos, nos proporciona tudo isso e muito mais; faz toda a diferença em nossas vidas, e então será um tempo de certezas, de conquistas, de lutas também, mas muito mais de conquistas. Vejamos então o que temos que buscar.

Buscar a coisa certa.
E o que é a coisa certa a ser buscada? O Senhor. Jesus é que se deve buscar. Ele é quem vai fazer a diferença em nossas vidas, é quem vai nos suprir de absolutamente tudo o que necessitamos. E o interessante é que Ele quer ser achado, ou seja, o Senhor não esta escondido, pelo contrário, Ele quer, Ele deseja ser achado por nós (Jr 29: 13, 14a). Só que essa busca não pode acontecer uma vez apenas, ela tem um prazo de validade, é como o Maná, ele só valia por um dia, não dava pra guardar pro outro. A nossa busca tem que ser diária. E não pode ser de qualquer jeito. Duas coisas importantes merecem ser destacadas:

1º – Jr 29: 13. É necessário buscá-lo de todo coração. E diz a palavra que Ele será achado de nós e mudará a nossa sorte. Pode parecer que está difícil, de repente você está diante de uma situação que você pense: e agora? Saiba que o Senhor não está escondido do seu povo, não está escondido de nós, mas é necessário buscá-lo de todo o coração. E isso fala de comprometimento, de entrega, de colocar nas mãos do Senhor absolutamente tudo e confiar na Sua poderosa mão. A palavra diz de “todo” o coração, significa completo, total, 100%. O nosso coração tem que estar 100% com o Senhor, é preciso estar integralmente dependente Dele. Assim Ele mudará a nossa sorte, um dos significados de sorte é destino, isso implica que o nosso destino estará nas mãos do Senhor.

2º – Is 55: 6. Ainda é tempo de encontrar o Senhor e Ele ainda está perto. O texto nos dá duas boas notícias e um alerta. As boas notícias confirmam para nós que o Senhor está ao nosso alcance, que ele não está escondido, elas dizem: primeiro que ainda é possível achar ao Senhor e segundo que ele ainda está perto. Mas existe uma palavra que traz um alerta, é a palavra “enquanto”. Ela nos fala de tempo, o tempo que é tão precioso. Significa que chegará um momento que não vai dar mais para encontrar ao Senhor, que Ele não vai mais estar perto. Temos que entender que o dia é hoje e o momento é agora. Temos que nos decidir mais do que nunca em buscar e servir ao Senhor de toda a nossa força, de todo o nosso coração!

Quem encontra ao Senhor, encontra outras preciosas coisas, que fazem valer a busca:
1º – Acha a vida. Uma vida com Jesus é uma vida que vale a pena. Ele é a própria vida, além de ser o caminho e a verdade (Jo 14: 6) que necessitamos. Ele veio para que tenhamos vida e vida abundante (Jo 10: 10b). É uma vida que faz diferença. Se você quiser fazer a diferença, busque ao Senhor e dessa forma prosperará o teu trabalho, teu casamento, teu ministério e tudo aquilo que em você colocar a mão será bem sucedido (Sl 1: 3). Você será frutífero e o teu fruto prevalecerá.
2º – Alcança o favor do Senhor. A bíblia fala de uma mulher chamada Ester, que alcançou o favor do Senhor e isso trouxe vida a todo ao seu povo, trouxe salvação aonde existia um decreto de morte. Encontre ao Senhor e você será instrumento de Deus para trazer vida a todos que estiverem a sua volta.

Conclusão
Podemos desejar diversas coisas em nossa vida, em nossa caminhada, mas o maior desejo de todos, deve ser o de nos encontrarmos com Deus todos os dias de nossas vidas. Essa é a busca certa, portanto, busquemos ao Senhor de todo o nosso coração enquanto podemos achá-lo, enquanto Ele está perto e assim, encontraremos a vida e alcançaremos o favor do Senhor. Deus te abençoe!


Pr. A. Junior. Líder da Descendência Linhagem Real da MCN. Rio Branco. Acre. Brasil.
(Palavra dada na Missão Cristo para as Nações no domingo 27.11.2011)

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Decisões e consequências


“Ao homem que teme ao SENHOR, ele o instruirá no caminho que deve escolher. Na prosperidade repousará a sua alma, e a sua descendência herdará a terra.” Salmos 25: 12, 13.

Entenda que toda decisão implica em uma ou várias consequências, portanto, é necessário tomar as decisões certas, para que venham as consequências que serão bênçãos na vida e não outra coisa. Então, isto significa que após decidir a pessoa fica presa a ou as consequências, trazendo sobre ela uma maior responsabilidade ao decidir algo. E Deus fala sobre decisões que são importantes na vida de qualquer pessoa, que produzem várias boas consequências. Vejamos pelo menos duas importantes coisas a se decidir na vida e duas importantes consequências que as seguirão.

Decidir temer a Deus
O texto em questão fala do homem, do ser humano, que teme a Deus: “o homem que teme ao Senhor” (v. 12a). E esta é uma decisão que precisamos tomar: temer a Deus. E o que é temer a Deus? Temer a Deus não significa ter medo de Deus, mas apartar-se do mal, ou seja, deixar o pecado de lado e se voltar inteiramente para Deus. Ter um relacionamento com Ele. Você então passa a ser um apaixonado pelas coisas de Deus, apaixonado por Jesus, e como todo bom apaixonado, você vai fazer de tudo pra agradar a Deus, amém? Agradar a Deus será a prioridade.

Decidir seguir as orientações do Senhor
E ai vem à outra decisão, que é: seguir as instruções do Senhor. “... ele o instruirá no caminho que deve escolher.” (v. 12b). É necessário decidir seguir, pois sempre que se segue algo, se segue por decisão. As instruções são apresentadas, mas se você não decidir segui-las, de nada adiantara tê-las. E como é que Deus nos instrui? Através de Sua palavra. E através dela, Ele nos diz em Malaquias 3: 10: “Trazei todos os dízimos à casa do Tesouro, para que haja mantimento na minha casa; e provai-me nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós bênção sem medida. Por vossa causa, repreenderei o devorador...”. Essa é a instrução do Senhor no que diz respeito aos dízimos e também as ofertas (Hebreus 11: 4). Se alguém decide seguir as orientações do Senhor, importa ser dizimista e ofertante na casa de Deus.

Consequências
Essas decisões geram consequências, das quais se podem destacar:

1. Prosperidade, (v. 13a) diz a palavra que sua alma repousará em prosperidade. Repousar quer dizer permanecer, ou seja, a prosperidade será constante, não será: hoje sim e amanhã não, segunda sim e terça não, julho sim e agosto não. Sabe como vai será? Será segunda, terça, quarta, quinta, sexta..., será janeiro, fevereiro, março, abril... Todos os meses do ano, todos os dias do ano, a prosperidade será constante.

2. A tua descendência herdará a terra (v. 13b). Ao tomar essas decisões significa que sua descendência será herdeira da terra. O fato de ser dizimista e ofertante, além de outras coisas, implica que se está temendo a Deus e seguindo suas instruções. Portanto quando se pratica estas coisas, sem esquecer-se de outras, você está conquistando a terra para os seus, para sua descendência sendo ela espiritual ou não. Você que é líder, ou que ainda não se veja assim, mas Deus o vê, precisa começar a conquistar a terra pra que sua descendência a herde a partir de agora, a partir de hoje, seja dizimista e ofertante fiel na casa de Deus. Oferte por sua família, pelos seus filhos, discípulos, faça propósitos e experimente a fidelidade de Deus em sua vida.

A. Junior, um dos 12 do Pr. Osman Sales e líder da descendência Linhagem Real – Homens da MCN.

domingo, 21 de agosto de 2011

Resumo da Convenção de Homens - G12



Este é o resumo da Convenção de Homens da Missão Carismática Internacional em Bogotá, com os anfitriões: Cesar Castellanos e Generación G12, convidados: Marco Barrientos, Rafael Pedace e Jorge Lopez, que aconteceu nos dias 11, 12 e 13 de Agosto de 2011.

Fonte: www.mci12.com

Igreja fora do templo

Grupos celulares são alternativa para crescimento espiritual, evangelização efetiva e discipulado no contexto urbano.

Por Laelie Machado

Células, núcleos familiares, pequenos grupos... Importa menos o nome do que o conceito, resgatado dos primeiros tempos do cristianismo e guindado à condição de alternativa comunitária à correria da sociedade contemporânea. De fato, a conciliação entre trabalho, família e igreja, principalmente para quem vive nos centros urbanos, é um desafio diante do qual muitos cristãos estão capitulando. E como comunhão exige tempo – artigo com status próximo ao de uma commodity nos dias de hoje –, a solução à qual as igrejas passaram a recorrer, mais ainda a partir dos anos 1980, foi a boa, antiga e bíblica fórmula da reunião em coletivos menores. Os formatos e as metodologias variam bastante, mas a ideia fundamental de promover comunhão, evangelização e edificação é comum a todos. Afinal, o próprio Cristo prometeu a seus servos que estaria presente quando dois ou três deles se reunissem em seu nome.

A reunião de grupos de cristãos para a prática da oração e da meditação na Palavra remonta aos primeiros anos subsequentes à ascensão de Jesus Cristo. É verdade que, nos tempos do Novo Testamento, não era questão de mera opção: ainda não havia grandes igrejas como hoje e o contexto era de intensa perseguição aos que criam no Rabi da Galileia. O livro de Atos e várias passagens das epístolas paulinas fazem referência a essa iniciativa em um tempo no qual a fé cristã ainda era proscrita. A casa de Maria, mãe de João Marcos, abrigou alguns dos primeiros encontros dos chamados seguidores do Caminho. Lídia, a vendedora de tecido de Tiatira, na Macedônia, e o casal Priscila e Áquila também são exemplos de pessoas que abriram as portas de seus lares para os pequenos grupos pioneiros.

A institucionalização da Igreja, com a construção de santuários cristãos e a romanização de templos pagãos, reduziu o conceito de igreja celular a iniciativas esporádicas e isoladas, muitas delas reprimidas pelas autoridades eclesiásticas em nome do poder papal. Nem mesmo a Reforma Protestante, em sua gênese, conseguiu recuperar o prestígio dos grupos menores, alternativa que coube melhor a movimentos paraeclesiásticos, ramificações e seitas – e ao próprio pentecostalismo em seus primórdios, como as reuniões na Rua Azuza, em Los Angeles, nos Estados Unidos, há um século.

O sistema celular só viria a ser efetivamente colocado em prática pelas igrejas evangélicas de forma massiva a partir dos anos 1980, com o pastor sul-coreano Paul Yonggi Cho, da Igreja do Evangelho Pleno de Seul. Após uma juventude marcada por manifestações sobrenaturais do poder de Deus, Paul (que posteriormente mudou seu nome para David Y. Cho a fim de facilitar o contato com os ocidentais) começou a pregar e se tornou pastor. Desde então, implantou o conceito dos pequenos grupos em sua igreja, que experimentou um enorme crescimento. Hoje, é considerada a maior comunidade evangélica do mundo, com mais de 800 mil membros. E o sistema de divisão em pequenos grupos é a única solução para um rebanho tão grande poder congregar de modo efetivo.

Envolvimento – Com os passar dos anos, várias denominações evangélicas brasileiras implantaram essa prática, cada uma com método e nomenclatura próprios. Muitas aderiram ao modelo do pastor Cho, enquanto outras o adaptaram de acordo com a necessidade da igreja local. De modo geral, as células têm duas finalidades específicas: comunhão entre membros e proclamação do Evangelho. É ali, num espaço mais intimista, que os recém-convertidos são melhor discipulados e despontam lideranças. O pastor e escritor Geremias do Couto, da Assembleia de Deus, explica que os pequenos grupos são uma grande oportunidade de os crentes se envolverem na missão, além de uma forma de a Igreja marcar presença no espaço social ao sair dos templos e ganhar as casas. “O crente passa a exercer papel de discipulador, evangelista e proclamador”, avalia.

Muitas igrejas, de fato, têm registrado crescimento espiritual e numérico como resultado da implantação do modelo de células, e já há até ministérios especializados no assunto. O Igreja em Células, por exemplo, oferece capacitação a igrejas locais para exercer o trabalho. O pastor Roberto Lay, coordenador do movimento e líder da Igreja Evangélica Irmãos Menonitas, de Curitiba (PR), explica que numa igreja de programas e eventos (leia-se “liturgia convencional”), um número reduzido de pessoas trabalha preparando algo para a maioria dos membros que agem como meros consumidores. “Já as células devolvem a cada crente o direito e o privilégio de ser um ministro, desenvolvendo seu sacerdócio”, aponta.

Questionado sobre o papel das igrejas de hoje em comparação à Igreja Primitiva, Lay defende com convicção a aplicação do modelo celular para a edificação pessoal: “A igreja de Atos, na verdade, aprendeu com Jesus Cristo a ser uma comunidade de relacionamentos, e não de eventos. Era uma igreja bem recebida e estimada pelo povo por sua influência positiva na sociedade”, assinala. Jorge Henrique Barro, diretor da Faculdade Teológica Sul-americana, acredita que o caráter missionário das células não pode ser negligenciado. Ele explica que a célula tem uma ênfase missiológica, e não eclesiológica. “Isso porque sua razão de existir não é a Igreja, mas o imperativo da pregação do Evangelho”, sentencia.

“Caráter, combinação e competência” – Algumas denominações apostam no modelo celular na certeza de que ele é o ideal. A Comunidade da Graça, de São Paulo, vale-se do sistema de células desde o início do ministério de seu pastor titular, Carlos Alberto Bezerra. “Minha visão não era receber as pessoas na igreja para ouvir um bom sermão, bater palmas ou atirar pedras e ir para casa”, lembra. “O sonho era que cada pessoa se tornasse membro da família de Deus e um ministro, um servo de Deus, como Jesus. Pessoas engajadas no objetivo de lavar os pés e levar as cargas umas das outras”, explica. Para realizar essa visão, foram instituídos os grupos familiares. Todavia, num primeiro momento, eles acabaram reproduzindo, inesperadamente, as distorções dos cultos de domingo: eram muito grandes, incapazes de tocar o coração das pessoas e dar oportunidade para o desenvolvimento espiritual dos novos convertidos. A igreja então mudou de tática. “Há dez anos começamos a transição, e hoje já colhemos frutos maravilhosos de grupos com menos pessoas, mas com mais visão estratégica de acolhimento e crescimento”, comemora Bezerra.

Nascida após uma série de reuniões de um pequeno grupo na casa do pastor Ary Velloso, a Igreja Batista do Morumbi, também na capital paulista, até hoje mantém esse tipo de encontro, ali chamado de PG (pequeno grupo). “Todas as pessoas que chegam, sejam novos convertidos ou membros oriundos de outras igrejas, são incentivadas a participar de um PG”, explica Claudio Duarte, coordenador da atividade na igreja. Adepta do modelo com, no máximo, dezesseis pessoas que se reúnem regularmente, a Batista do Morumbi inclui entre os objetivos dessa prática, além da oração e do estudo da Palavra de Deus, o fortalecimento dos laços sociais por meio da troca de experiências de vida. Para Claudio, os pequenos grupos têm a missão precípua de acolher, cuidar das pessoas e prover apoio: “Eles devem estimular o desenvolvimento de relacionamentos profundos, além de oferecer oportunidade de ministério e serviço aos participantes, propiciando o surgimento de novos líderes.”

O ministério em células teve início na Igreja Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte (MG), em 1987, no apogeu da visibilidade mundial do ministério da igreja de Cho. Àquela época, diante do crescimento da membresia, as congregações foram emancipadas e se detectou a necessidade de acompanhamento da vida dos fiéis através de pequenos grupos. A pastora Dinamarcia Faria Barbosa Moreira, coordenadora de células da Lagoinha, diz que o modelo adotado, previamente estruturado, foi o mesmo do pastor Cho. “As células funcionam nas casas, em reuniões semanais que duram em média uma hora e meia, encerrando sempre com um lanche”, informa. A coisa é informal, mas organizada – “Há um líder ativo, outro em treinamento, um secretário, os membros da igreja e os visitantes, convertidos ou não”, explica a pastora.

Cada reunião, de acordo com Dinamarcia, é dividido em partes: há o chamado quebra-gelo, louvor, testemunhos pessoais, estudo da Bíblia, oração e desafios de atividades. As células seguem uma programação proposta pela Coordenação Geral. Adotando um modelo semelhante ao G5 – uma variação do polêmico G12 (ver abaixo) –, a liderança da Lagoinha acredita que o ministério com células é a melhor estratégia para ganhar vidas para Jesus, formar novos líderes e expandir a igreja. Também adepta do conceito de G5, o Ministério Verbo Vivo, de Guarulhos, na Grande São Paulo, cresceu desde que se adequou às células, no fim da década de 1990. Por meio de um treinamento embasado num critério chamado “Três C” (“caráter, combinação e competência”), a pessoa que possui essas características é escolhida como líder de uma célula. “Para que ocorra um crescimento numérico e espiritual, a igreja deve estar debaixo da verdade de que ela é igual à família”, pontifica um dos pastores do Verbo Vivo, Jefferson Karagulian. “Quando isso acontece, não existe inveja nem competição”,frisa o líder.

Ênfase na comunhão – É claro que pensar na estrutura celular como solução mágica para todos os problemas de uma igreja no cumprimento de sua missão seria ingenuidade. Várias comunidades e denominações enfrentaram problemas ao adotar o modelo de pequenos grupos – entre os quais um dos mais temidos pelos pastores, a divisão. Vitor Ribeiro Piva, líder de célula e presbítero do Ministério Fé em Ação, em São Paulo, explica que as células constituem uma estratégia para alcançar pessoas, mas podem acabar ficando com a cara do líder. “A célula veio para o fortalecimento da igreja e dos irmãos. Mas é preciso ser submisso e ter a consciência de que ela é uma parte do Corpo de Cristo, não um novo braço que está nascendo”, pondera. Para que essa distorção não ocorra, ensina Vitor, é muito importante levar os frequentadores do grupo pequeno para a igreja, onde eles podem participar da comunhão geral.

De acordo com Jorge Henrique Barro, as divisões fazem parte dos muitos riscos que esse movimento pressupõe. Além disso, a nomeação de pessoas despreparadas na liderança de células torna-se um caminho aberto para heresias. “Esse líder despreparado vê na célula a possibilidade de ter a sua igreja. Já que é o líder e debaixo da autoridade tem cerca de vinte, 25 pessoas, pode estimular o surgimento de uma ‘igreja clandestina’”, diz o teólogo. “Quando os pastores acordam, as cadeiras e o som já foram comprados”, ironiza. Outro desdobramento do movimento celular é a substituição gradativa do envolvimento com a igreja pelas atividades do grupo familiar. Muitos evangélicos têm aderido a esse tipo de prática eclesiástica por criticar o que seria uma institucionalização excessiva das denominações.

Geremias do Couto não abre mão do papel da igreja e da importância de suas atividades clássicas, como a Escola Bíblica Dominical. Ela não acha legítimo substituir a congregação formal pelas células e prefere apostar numa complementação entre as duas. “Não se deve dar a célula o papel de formação bíblica”, opina, “pois nem todos os líderes de célula sabem ensinar. O ensino é um dom, e nem todos o possuem”. Já em relação à evangelização, o pastor acredita que os núcleos representam uma excelente opção – ainda mais em grandes cidades, nas quais as distâncias, a violência urbana e a crônica falta de tempo são empecilhos à frequência constante de templos, sobretudo em meio de semana. “Afinal, anunciar o nome do Senhor é papel de todos os crentes.”

Para Roberto Lay, do ministério Igreja em Células, a vida em comunhão dentro da igreja é inegociável, assim como a prática do chamado ministerial de cada membro. Em sua opinião, a divisão da membresia em grupos pequenos ajuda a suprir lacunas da igreja institucional, mas jamais significará a falência do modelo clássico. “A nossa proposta sempre foi ajudar as igrejas a encontrar a eclesiologia do Novo Testamento, aquela que promove a vida dos pastores, líderes e membros da igreja”, sustenta. “O ideal é cada um exercer o seu ministério sacerdotal de acordo com o chamado que recebe do Senhor”, finaliza.

Crescimento com críticas

Castellanos diz que modelo G12 é fruto de uma revelação divina.

Com o passar dos anos, vários modelos de igrejas em células surgiram no universo evangélico, mas nenhum gerou tanta controvérsia quanto o G12. O método foi criado em 1983 pelo pastor colombiano Cezar Castellanos, fundador da Missão Carismática Internacional, e logo virou coqueluche. Castellanos afirma ter criado o sistema a partir de uma revelação divina em resposta ao pedido que fez ao Senhor para crescimento de sua igreja. O número encerra simbologias bíblicas – doze eram as tribos de Israel, doze os discípulos de Cristo, e por aí vai. O processo é simples: basicamente, cada crente é estimulado a formar um grupo de doze novos convertidos, passando a ser seu discipulador. Cada elemento do grupo, por sua vez, também buscava reunir uma dúzia de liderados, e assim sucessivamente. No topo da pirâmide, os líderes também montavam seu grupo, com pastores prestando mentoria espiritual a outros pastores.

O princípio do modelo se traduz no quadrinômio “ganhar, consolidar, discipular e enviar”. No G12, aestratégia de discipulado é gradual, e inclui os chamados encontros, espécie de retiros a que todo envolvido deve comparecer. O bordão “o encontro é tremendo” dava ideia da importância do evento. Mas o caráter heterodoxo desses encontros, anunciados por alguns como uma espécie de panaceia para curar todos os males espirituais dos adeptos, logo começou a atrair opositores. Correram boatos de que sessões de regressão e unções bizarras eram praticadas ali, embora quem participava voltava dizendo-se renovado espiritualmente. O exclusivismo, que levou muitas igrejas a romper a comunhão com aquelas que não adotavam o método, e a extrema verticalização do sistema – que criou lideranças monolíticas – também costumam ser muito questionados.

O G12 teve início no Brasil por volta de 1999, e floresceu rapidamente. Denominações inteiras aderiram ao sistema, abrindo mão de estruturas eclesiásticas muitas vezes enraizadas ao longo de décadas. Algumas alcançaram, de fato, notável crescimento, como a Igreja Nacional do Senhor Jesus Cristo, liderada por sua apóstola Valnice Milhomens, e o Ministério Internacional da Restauração, capitaneado por René Terranova – outras, porém, racharam entre os entusiastas e os descontentes com o modelo. Os dois religiosos assumiram a linha de frente do G12 no Brasil, por mandato do próprio Castellanos. Procurados por CRISTIANISMO HOJE para falar da situação do movimento, dez anos depois de sua implantação no país, eles não retornaram os contatos da reportagem.

Fonte: Cristianismo Hoje

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Podemos entristecer o Espírito Santo?

(Efésios 4: 25 – 32)

O apóstolo Paulo chama a nossa atenção na carta que escreveu aos efésios (inspirado pelo Espírito Santo), no capítulo 4, versículos 25 à 29, para algo muito importante, que são algumas formas de não entristecer o Espírito de Deus. A palavra entristecer significa: atormentar, causar mágoa ou dor, afligir, angustiar, deprimir. Portanto, quem entristece alguém, lhe causa essa classe de sentimentos. O Espírito de Deus, ou Espírito Santo, é quem nos sela, nos marca, dizendo de quem somos; é o símbolo do título legal que Deus tem sobre nós, pelo menos, àqueles que já receberam Jesus em seus corações como Senhor e Salvador de suas vidas. Então Paulo destaca algumas atitudes, ou coisas relacionadas a elas, que se praticadas trazem tristeza ao Espírito Santo. Vejamos abaixo algumas delas.

A primeira coisa destacada por Paulo, é a mentira (v. 25). Ele nos orienta a deixar toda a mentira de lado, e falar somente a verdade. Ele não diz pra mentirmos menos, nem apenas mentir quando for necessário ou convier, ou até mesmo uma mentirinha “inocente”. O apóstolo nos diz para falarmos a verdade, porque Jesus é a verdade (Jo 14: 6), e quem anda com Jesus, vive a verdade e aborrece a mentira. A verdade liberta (Jo 8: 32), enquanto a mentira nos torna escravos e filhos do diabo (1 Jo 3: 8), pois mentir é pecado, por isso, devemos falar cada um a verdade com o nosso próximo.

Em seguida, Paulo diz para tomarmos cuidado com os nossos sentimentos. Então ele destaca a ira (v. 26). Porque através dela perdemos o equilíbrio emocional e escancaramos todas as portas para o diabo entrar e cumprir a sua agenda em nossas vidas, que é matar, roubar e destruir (Jo 10: 10a). O desequilíbrio emocional abre as portas para o inimigo trabalhar em nós. E Paulo nos diz que se ainda nos irarmos, que não guardemos mágoa, porque isso causa ferida em nossa alma e traz doenças físicas também, e então, não refletiremos a imagem e semelhança de Deus, conforme fomos criados (Gn 1: 27).

Em terceiro lugar (v. 28), o apóstolo nos orienta a não nos apropriarmos do que não é nosso, mas que trabalhemos com as nossas próprias mãos, para que tenhamos algo para nós mesmos e também para acudir ao necessitado, pois o Senhor nos prosperará (Sl 1: 3b). Podemos aqui abrir um parenteses e dizer também que as vidas ganhas não nos pertencem, elas são do Senhor, é ele que tem o título sobre elas, cabe a nós consolidá-las, treiná-las, forjando nelas uma liderança tão forte como a que exerceu o Senhor Jesus durante seu ministério terreno. Desta forma, as prepararemos para serem verdadeiros cristãos, os do Caminho (At 9: 2).

A quarta e última recomendação dada, é a respeito da nossa língua (v. 29). A nossa palavra é importante e por isso nós precisamos abençoar e não amaldiçoar. Temos que falar palavras de edificação, que levantem, que animem e não que derrubem ou humilhem, e que terminem por enterrar sonhos, trazendo o desânimo e a escassez. A vida e a morte estão no poder da língua (Pv 18: 21; Tg 3). O mundo espiritual se move com base em nossas palavras, portanto, se elas são negativas, ruins, significa que serão usadas em desfavor de quem foram empregadas e de quem as pronunciaram. A língua é bem tratada na carta de Tiago e deve ser cuidadosamente controlada por nós, para que não sejamos controlados pelo inimigo.

Concluindo, que ao invés de entristecer, possamos alegrar o Espírito de Deus (vv. 31, 32), nos despojando do velho homem, deixando assim toda amargura, cólera, ira, gritaria, blasfêmias e toda a malícia, esforçando-se por sermos benignos, compassivos e dispostos a perdoar, olhando para o nosso maior exemplo, o Senhor Jesus Cristo. Jesus disse que teria que ir, mas enviaria o Espírito Santo para estar conosco a todo o momento que necessitarmos de auxílio. Se Ele é essa pessoa com essa tremenda incumbência, então precisamos estar unidos com Ele, em parceria, colaboração, pois, desta forma teremos todas as condições de atendermos a grande comissão, de sonharmos os sonhos de Deus e realizarmos a Sua visão - “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações ...” Mt 28: 19.



A. Junior, um dos 12 do Pr. Osman Sales e líder da descendência Linhagem Real – Homens da MCN.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Viva com paixão

Lucas 3: 16

Neste texto João Batista está falando de Jesus, fala que quando Jesus viesse batizaria não somente com água como ele próprio já fazia, mas batizaria também com Espírito Santo e com fogo. Deus nos tem chamado para termos uma vida cheia do Espírito Santo, e a caminharmos Nele, mas algo que não podemos esquecer é que Deus também nos tem chamado a viver uma vida com fogo no coração. E o que tipifica o fogo, de que nos fala o fogo? Nos fala de paixão. Deus nos tem chamado para viver uma vida apaixonada, uma vida com paixão.

A paixão neutraliza o plano inimigo
Temos observado que uma das estratégias do inimigo para deter, frear uma pessoa, para não permitir que siga avançando, é colocar uma série de sentimentos em seu coração, como conformismo, passividade, comodidade. Porque sabe que um cristão passivo, tímido, não vai poder impactar, não vai influenciar nada e nem ninguém. Entendemos então que Deus nos tem chamado para vivermos cheios do Espírito Santo, mas também nos tem chamado para vivermos com paixão. A paixão é o combustível de uma pessoa, de um cristão. Você pode ter um carro novo, talvez o melhor, mas de que adiantaria tê-lo, se você não põe combustível, o que acontece? Não importa se é o último modelo, se é bonito, se é cheio de tecnologia. Sem combustível, não avança, não arranca. E o cristão sem paixão, sem esse combustível, não vai avançar, não vai funcionar, não vai arrancar na vida. Por isso, é muito importante entender, que se vamos viver a vida, temos que vivê-la com paixão. Quando tu tens paixão tu vais avançar mais, vais chegar mais longe, vais influenciar mais pessoas, vais impactar mais vidas.

A paixão faz parte do segredo do sucesso
Os especialistas em “liderança”, analisam qual é o segredo do sucesso. Estão sempre buscando novidades no que diz respeito a essa área. E alguns dizem que são os inteligentes que conquistam o sucesso, outros dizem que são os que tem grandes habilidades, e outros dizem não! Os que tem carisma são os que obtém o sucesso. Mas algo que todos observam em comum nos que alcançam o êxito, que realmente marca a diferença, é que são aqueles que tem paixão. Não importa o que façam, o que desempenham. As pessoas que realmente influenciam, segundo os especialistas, são as pessoas que têm paixão. Uma pessoa com poucas habilidades mas que tenha paixão, que tenha fogo pelo que faz, sempre vai superar, sempre vai ser melhor do que aquela muito habilidosa, mas que não tem paixão. Isto pode ser visto em todas as áreas, como esporte, música, pregadores da palavra, grandes homens de negócios. Se você quiser ter sucesso, busque algo pelo qual se apaixone, que realmente ames e faça-o com todo o seu coração, com todas as suas forças (Ec 9: 10a NVI), e ai Deus vai te honrar, te abençoar, te levantar e vai te tornar uma referência no que você faz. Você vai alcançar o que outros não alcançam.

A paixão nos faz diferentes e especiais
A Bíblia, como também a história, está cheia de pessoas comuns, simples, mas que porque tiveram uma paixão por Deus, por Jesus, conseguiram fazer coisas sobrenaturais, fizeram a diferença em seus tempos. A paixão é como uma faísca que acende o motor do coração, é o que nos faz dar o melhor de nós. Um pequeno fogo gera uma pequena quantidade de calor, já um grande fogo gera uma grande quantidade de calor, e o mesmo acontece com a paixão. Uma paixão pequena produz um destino pequeno, gera uma visão pequena, busca alcançar coisas pequenas, agora uma grande paixão produzirá um destino maior, uma grande visão e te levará a alcançar coisas grandes. Deus nos criou com a capacidade de termos paixão. É uma decisão. Muitas pessoas não vivem o seu potencial ao máximo, não alcançam tudo o que Deus tem para suas vidas, não conseguem conquistar seus sonhos porque lhes falta algo, lhes falta paixão. A Bíblia diz que nós somos o sal da terra (Mt 5: 13), mas se o sal se tornar insípido já não servirá mais para nada. E se nós perdemos a paixão, então perdemos a essência e começamos a ir à igreja, a célula, por costume, para se encontrar com amigos, ou por causa do louvor, do lanche, e deixamos de ir pelo mais importante, que é Jesus. Então perdemos a essência de nossa fé. Temos ir pelo que é mais importante, temos que ir porque vamos nos encontrar com o Rei dos reis e Senhor dos senhores, e isso não podemos trocar por nada, e isso não podemos perder por nada, devemos ter a nossa paixão pelo Senhor, muito clara, a paixão pelo Senhor Jesus. Quando você tem essa paixão, muitas vezes você não precisa nem pregar paras as pessoas, elas vão notar que existe algo diferente em você, algo que eles não tem, algo especial, que é a paixão por Jesus. É isso que nos faz diferentes, que nos faz especiais.

Conclusão
Com o passar dos anos não teremos a mesma capacidade que temos hoje, a mesma força, e muitos quando chegarem a velhice, se lamentaram porque não fizeram aquilo que podiam fazer antes. Mas nós temos a oportunidade, o privilégio de entender isso hoje, e aplicar essa palavra a cada área de nossas vidas, no trabalho, nos estudos, na obra de Deus, na vida conjugal etc. Do contrário, não frutificaremos naquilo que nos propusermos a fazer. Quando vivemos com paixão, o fogo da prova (1 Pe 4: 12) não vai nos consumir, não vai nos deter, não vai nos parar, mas nos impulsionará a maiores desafios, a maiores vitórias e conquistas. Jesus viveu com paixão. Quando alguém tem paixão, não se deixar dete r, não joga a toalha, não se rende, nem retrocede, mas segue em frente. Foi isso que Jesus fez. Pode vir o problema que for, mas os que tem paixão nunca desistirão, porque sabem que Deus sempre estará ao seu lado. Viva com paixão.


A. Junior. Texto adaptado da mensagem "Viva com paixão" do Pastor Sérgio Hornung.
(Palavra dada na Missão Cristo para as Nações no domingo 02.01.2011)