A primeira coisa destacada por Paulo, é a mentira (v. 25). Ele nos orienta a deixar toda a mentira de lado, e falar somente a verdade. Ele não diz pra mentirmos menos, nem apenas mentir quando for necessário ou convier, ou até mesmo uma mentirinha “inocente”. O apóstolo nos diz para falarmos a verdade, porque Jesus é a verdade (Jo 14: 6), e quem anda com Jesus, vive a verdade e aborrece a mentira. A verdade liberta (Jo 8: 32), enquanto a mentira nos torna escravos e filhos do diabo (1 Jo 3: 8), pois mentir é pecado, por isso, devemos falar cada um a verdade com o nosso próximo.
Em seguida, Paulo diz para tomarmos cuidado com os nossos sentimentos. Então ele destaca a ira (v. 26). Porque através dela perdemos o equilíbrio emocional e escancaramos todas as portas para o diabo entrar e cumprir a sua agenda em nossas vidas, que é matar, roubar e destruir (Jo 10: 10a). O desequilíbrio emocional abre as portas para o inimigo trabalhar em nós. E Paulo nos diz que se ainda nos irarmos, que não guardemos mágoa, porque isso causa ferida em nossa alma e traz doenças físicas também, e então, não refletiremos a imagem e semelhança de Deus, conforme fomos criados (Gn 1: 27).
Em terceiro lugar (v. 28), o apóstolo nos orienta a não nos apropriarmos do que não é nosso, mas que trabalhemos com as nossas próprias mãos, para que tenhamos algo para nós mesmos e também para acudir ao necessitado, pois o Senhor nos prosperará (Sl 1: 3b). Podemos aqui abrir um parenteses e dizer também que as vidas ganhas não nos pertencem, elas são do Senhor, é ele que tem o título sobre elas, cabe a nós consolidá-las, treiná-las, forjando nelas uma liderança tão forte como a que exerceu o Senhor Jesus durante seu ministério terreno. Desta forma, as prepararemos para serem verdadeiros cristãos, os do Caminho (At 9: 2).
A quarta e última recomendação dada, é a respeito da nossa língua (v. 29). A nossa palavra é importante e por isso nós precisamos abençoar e não amaldiçoar. Temos que falar palavras de edificação, que levantem, que animem e não que derrubem ou humilhem, e que terminem por enterrar sonhos, trazendo o desânimo e a escassez. A vida e a morte estão no poder da língua (Pv 18: 21; Tg 3). O mundo espiritual se move com base em nossas palavras, portanto, se elas são negativas, ruins, significa que serão usadas em desfavor de quem foram empregadas e de quem as pronunciaram. A língua é bem tratada na carta de Tiago e deve ser cuidadosamente controlada por nós, para que não sejamos controlados pelo inimigo.
Concluindo, que ao invés de entristecer, possamos alegrar o Espírito de Deus (vv. 31, 32), nos despojando do velho homem, deixando assim toda amargura, cólera, ira, gritaria, blasfêmias e toda a malícia, esforçando-se por sermos benignos, compassivos e dispostos a perdoar, olhando para o nosso maior exemplo, o Senhor Jesus Cristo. Jesus disse que teria que ir, mas enviaria o Espírito Santo para estar conosco a todo o momento que necessitarmos de auxílio. Se Ele é essa pessoa com essa tremenda incumbência, então precisamos estar unidos com Ele, em parceria, colaboração, pois, desta forma teremos todas as condições de atendermos a grande comissão, de sonharmos os sonhos de Deus e realizarmos a Sua visão - “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações ...” Mt 28: 19.